terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Coluna do Artêro 02

Edição livre e independente – Ano 01, nº 02 – Novembro de 2009
Informação sob outro ponto de vista

Primeira gravação de forró completa 97 anos

O Forró, um dos ritmos brasileiros mais importantes completa 97 anos. Em 1912, Chiquinha Gonzaga compôs “Forrobodó”, que ela classificou como uma peça burlesca e que lhe valeu, em 1915, o Prêmio Mambembe.

De origem africana, assim como o samba, o forró, faz parte da formação cultural do Brasil e é um dos ritmos mais tradicionais do país, passado de geração em geração. Por força de um decreto de lei, 13 de dezembro foi instituído o dia nacional do forró, data de aniversário de Luiz Gonzaga, considerado ícone do ritmo. Entre os forrozeiros há controvérsias sobre o detentor do mérito. Desde a origem do nome, o forró gera polêmica: alguns creditam à um anglicismo, ou seja, adaptação de palavra estrangeira, proveniente da pronúncia do termo "for all”, que em inglês significa “para todos”, e é como eram chamados os bailes promovidos aos ingleses e soldados americanos, no início do século, e que tinham entrada liberada for all. Outra versão é a de que Forró é derivado do termo africano “forrobodó”, que significa “divertimento”, “festa”.

Uma festa transformada em gênero musical. Afinal tudo se transforma no forró, pelo forró e para o forró, a alegria que transforma o meio.
O forró, pai do xote, xaxado, coco, vanerão, ganhou variações ao longo de  quase um século, algumas mais confiáveis outras nem tanto. O Rasgacêro faz Forró Lúdico, porque o forró é um ritmo democrático e se pode fazer quase tudo sem  sem descaracterizá-lo, tomando o cuidado de preservar sua origem retrata a vida do sertanejo, seus amores e dissabores.

Família de sanfoneiros ilustres

Uma das famílias mais importantes do meio é a Almeida, do nosso sanfoneiro Jeffinho. Diz a lenda que o primeiro brinquedo dado a um Almeida é uma sanfona. Desenhando a árvore genealógica musical dos Almeida temos no topo seu Aureliano, grande mestre sanfoneiro da cidade de Euclides da Cunha, sertão da Bahia. Pai de Pedro Sertanejo e de Tio Joca,  (João Oliveira de Almeida). Pedro Sertanejo é um dos nordestino que consagrou o forró em todo o pais.  Nos anos 40 entrou na caravana dos migrantes nordestinos rumo a São Paulo e levou na bagagem uma sanfona e o sonho de consagração artística. Em 1956, gravou o baião "Roseira do Norte" de sua autoria e Zé Gonzaga e a polca "Zé Passinho na festa". Em 1958 gravou outro baião "Balaio do norte". Pedro é pai de Oswaldinho do Acordeon, sanfoneiro conhecido internacionalmente, que aos oito anos participou de um compacto do pai. Por outro ramo da árvore, Tio Joca, pai de Jeffinho, formou em 1985, o Trio Sabiá, no lendário Forró do Pedro Sertanejo, que hoje está na sua terceira formação e é um dos grupos de forró mais importantes de todos os tempos, detentor de muitos sucessos, entre eles “Maria Grande” e “Morena Jambo”.  


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